Dr. Vitor Figueira — Cirurgia Geral e Coloproctologia

Pólipos Intestinais e Câncer Colorretal

Colonoscopia, remoção de pólipos (polipectomia), rastreamento e tratamento do câncer colorretal — prevenção e diagnóstico precoce.

Dr. Vitor Figueira · CRM-SP 196249 · RQE 118603 / 93635

Colonoscopia

O que é a colonoscopia?

Colonoscopia — O que é a colonoscopia?

A colonoscopia é um exame que permite visualizar o interior do intestino grosso (cólon) e do reto utilizando um aparelho flexível equipado com câmera de alta definição.

Além de diagnosticar doenças, a colonoscopia permite realizar biópsias e remover pólipos durante o próprio exame, tornando-se uma importante ferramenta de prevenção do câncer colorretal.

Atualmente, é considerada o principal exame para avaliação do intestino grosso e prevenção do câncer colorretal.

Como é feito o preparo?

Para que o exame seja eficaz, é fundamental que o intestino esteja completamente limpo.

O preparo geralmente envolve:

  • Dieta específica nas horas ou dias anteriores
  • Uso de soluções laxativas
  • Hidratação adequada

Um preparo inadequado pode dificultar a visualização de lesões importantes e até exigir a repetição do exame.

Pacientes com múltiplas comorbidades ou restrições, podem exigir um preparo em ambiente hospitalar.

A colonoscopia é feita com anestesia?

Sim. O exame é realizado sob sedação. O paciente permanece confortável durante todo o procedimento e normalmente recebe alta poucas horas após o exame.

A colonoscopia dói?

Com a sedação adequada, a maioria dos pacientes não sente dor nem se recorda do procedimento.

A colonoscopia é segura?

Sim. Trata-se de um exame amplamente realizado em todo o mundo, com baixas taxas de complicações quando executado por equipe experiente.

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Pólipos Intestinais

Pólipos Intestinais

O que são pólipos intestinais?

Os pólipos intestinais são crescimentos anormais da mucosa que reveste o interior do intestino grosso. Eles podem apresentar diferentes formatos, tamanhos e características celulares.

A maioria dessas lesões é benigna no momento do diagnóstico. Alguns tipos, porém, podem sofrer alterações ao longo dos anos e evoluir para câncer colorretal.

Por esse motivo, a identificação e a remoção dos pólipos intestinais durante a colonoscopia constituem uma das principais estratégias de prevenção do câncer colorretal.

Os pólipos intestinais são sintomáticos?

Na maioria dos casos, os pólipos não provocam sintomas. Por isso, podem permanecer no intestino durante anos e ser identificados apenas em uma colonoscopia de rastreamento ou realizada por outro motivo.

Quando surgem manifestações, elas podem incluir:

  • Sangramento nas fezes.
  • Anemia.
  • Alteração do hábito intestinal.
  • Eliminação de muco.
  • Desconforto abdominal em situações menos frequentes.

A ausência de sintomas não exclui a presença dos pólipos. O rastreamento é importante principalmente conforme a idade, o histórico familiar e os fatores de risco do paciente.

Todos os pólipos podem evoluir para câncer?

Não. Existem diferentes tipos de pólipos, e o risco de transformação maligna varia conforme a estrutura, o tamanho, o número e as alterações celulares presentes.

Os adenomas estão entre as lesões pré-cancerosas mais frequentes. Algumas lesões serrilhadas também podem apresentar potencial de evolução para câncer colorretal e exigem acompanhamento adequado.

Após a remoção, o pólipo é enviado para análise anatomopatológica. Esse exame identifica o tipo da lesão, avalia possíveis alterações celulares e ajuda a definir quando a próxima colonoscopia deverá ser realizada.

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Polipectomia

Polipectomia

O que é a polipectomia?

A polipectomia é o procedimento utilizado para remover pólipos encontrados durante a colonoscopia ou a endoscopia digestiva. Na maioria dos casos, a retirada pode ser realizada no mesmo momento do exame.

Após a remoção, o material é encaminhado para análise anatomopatológica. Esse exame identifica o tipo do pólipo, avalia alterações celulares e auxilia na definição do acompanhamento necessário.

Quais são as técnicas mais utilizadas?

Polipectomia — Quais são as técnicas mais utilizadas?

A técnica de polipectomia é escolhida conforme o tamanho, o formato, a localização e as características da lesão. Pólipos pequenos podem ser retirados por métodos simples, enquanto lesões maiores ou mais complexas exigem técnicas endoscópicas avançadas.

Polipectomia com pinça

A remoção com pinça pode ser utilizada em pólipos muito pequenos. O instrumento apreende a lesão e permite retirar o tecido para análise.

Polipectomia com alça

A polipectomia com alça é indicada principalmente para pólipos pequenos e médios. A alça envolve a lesão e realiza o corte, que pode ser feito sem corrente elétrica ou com eletrocautério, conforme as características do pólipo.

Mucosectomia endoscópica

A mucosectomia endoscópica permite retirar lesões maiores e superficiais. Durante o procedimento, a área é elevada e removida por via endoscópica, sem necessidade de cirurgia abdominal em casos selecionados.

Dissecção Endoscópica da Submucosa (ESD)

A Dissecção Endoscópica da Submucosa é uma técnica avançada indicada para determinadas lesões extensas ou com maior complexidade. Ela permite retirar a alteração em bloco, favorecendo uma análise mais precisa das margens.

A ESD pode evitar cirurgias mais invasivas em casos selecionados, mas exige equipamentos adequados, avaliação criteriosa e uma equipe com experiência no procedimento.

Quando a cirurgia é necessária?

Alguns pólipos não podem ser removidos com segurança por colonoscopia devido ao tamanho, à localização, à dificuldade técnica ou à suspeita de invasão das camadas mais profundas da parede intestinal.

Nessas situações, pode ser indicada a retirada cirúrgica do segmento intestinal acometido. A decisão considera os achados da colonoscopia, os exames de imagem, o resultado das biópsias e o risco de malignidade.

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Câncer Colorretal

Câncer Colorretal

O que é o câncer colorretal?

O câncer colorretal é um tumor maligno que se desenvolve no intestino grosso, formado pelo cólon e pelo reto. A doença ocorre quando células dessas estruturas passam a crescer de maneira desordenada.

Em grande parte dos casos, o tumor se origina de pólipos que sofrem alterações graduais ao longo dos anos. A identificação e a remoção dessas lesões antes da transformação maligna tornam o câncer colorretal potencialmente prevenível.

Aviso sobre o câncer colorretal

O câncer colorretal está entre os tumores mais frequentes no mundo e representa uma causa relevante de mortalidade por câncer. No Brasil, também está entre os tipos mais diagnosticados em homens e mulheres.

Apesar de sua frequência, as chances de tratamento curativo são maiores quando a doença é identificada em fases iniciais. Por isso, o rastreamento e a investigação de sintomas persistentes têm papel fundamental.

O câncer colorretal está aumentando em pacientes jovens?

Nas últimas décadas, foi observado aumento da incidência de câncer colorretal em pessoas com menos de 50 anos. As razões para essa mudança ainda não são completamente compreendidas.

Obesidade, sedentarismo, alterações alimentares, mudanças na microbiota intestinal e fatores ambientais são estudados como possíveis participantes desse crescimento.

Por isso, idade jovem não deve ser utilizada isoladamente para afastar a possibilidade da doença. Sangramento nas fezes, anemia, perda de peso ou mudança persistente do hábito intestinal precisam ser investigados.

Quais são os fatores de risco?

O risco de desenvolver câncer colorretal aumenta conforme a combinação de características individuais, histórico familiar, doenças preexistentes e hábitos de vida.

Os principais fatores associados incluem:

  • Idade acima de 45 anos.
  • Histórico familiar de câncer colorretal.
  • Histórico pessoal de pólipos intestinais.
  • Obesidade.
  • Sedentarismo.
  • Tabagismo.
  • Consumo excessivo de álcool.
  • Dietas ricas em carnes processadas.
  • Doenças Inflamatórias Intestinais.
  • Síndromes hereditárias específicas.

A presença de um fator de risco não significa que a pessoa desenvolverá a doença. No entanto, pode modificar a idade de início, a frequência e o método de rastreamento indicado.

Quais são os sintomas?

Nas fases iniciais, o câncer colorretal pode não causar sintomas. Essa característica reforça a importância dos exames preventivos antes do surgimento de manifestações clínicas.

Quando presentes, os sintomas mais frequentes incluem:

  • Sangramento nas fezes.
  • Alteração recente do hábito intestinal.
  • Diarreia ou constipação persistentes.
  • Perda de peso involuntária.
  • Dor ou desconforto abdominal.
  • Anemia.
  • Cansaço.
  • Sensação de evacuação incompleta.

Esses sintomas também podem estar relacionados a doenças benignas. Contudo, quando persistem, surgem sem explicação ou se associam à perda de peso e anemia, exigem avaliação médica.

O que são metástases?

As metástases ocorrem quando células do tumor se desprendem da lesão original e se disseminam para outros órgãos por meio da circulação sanguínea, do sistema linfático ou da cavidade abdominal.

Os locais mais frequentemente acometidos são:

  • Fígado.
  • Pulmões.
  • Peritônio, membrana que reveste a cavidade abdominal.
  • Linfonodos.

A presença de metástases modifica o estágio da doença e o planejamento terapêutico. Mesmo nesses casos, podem existir opções de tratamento sistêmico, cirúrgico ou combinado, definidas conforme a extensão do tumor e as condições do paciente.

Como é feito o diagnóstico?

A investigação começa pela avaliação dos sintomas, dos fatores de risco e do histórico pessoal e familiar. Em seguida, são solicitados exames para localizar a lesão, confirmar o diagnóstico e analisar a extensão da doença.

A avaliação pode incluir:

  • Consulta e exame clínico.
  • Colonoscopia com biópsia.
  • Tomografia computadorizada.
  • Ressonância magnética, especialmente nos tumores do reto.
  • Exames laboratoriais.
  • Marcadores tumorais.

A biópsia permite confirmar o tipo de tumor por meio da análise anatomopatológica. Os exames de imagem são utilizados no estadiamento, etapa que verifica o tamanho da lesão, o acometimento dos linfonodos e a presença de metástases.

Como prevenir o câncer colorretal?

A prevenção envolve hábitos que contribuem para a saúde intestinal e a realização dos exames de rastreamento na idade recomendada ou antes, quando existem fatores de risco.

As principais medidas incluem:

  • Manter uma alimentação rica em fibras.
  • Praticar atividade física regularmente.
  • Controlar o peso corporal.
  • Não fumar.
  • Evitar o consumo excessivo de álcool.
  • Realizar os exames de rastreamento indicados.
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Rastreamento do Câncer Colorretal

Quem deve realizar o rastreamento?

Rastreamento do Câncer Colorretal — Quem deve realizar o rastreamento?

O rastreamento do câncer colorretal busca identificar pólipos e tumores em fases iniciais, antes do aparecimento de sintomas. Para pessoas sem fatores de risco relevantes, a investigação costuma ser recomendada a partir dos 45 anos.

Pacientes com histórico familiar de câncer colorretal, pólipos avançados, Doenças Inflamatórias Intestinais ou síndromes hereditárias podem precisar iniciar o rastreamento antes dessa idade e realizar exames em intervalos menores.

A idade de início, o método e a frequência dos exames devem ser definidos individualmente, considerando o histórico pessoal, os antecedentes familiares e os resultados de avaliações anteriores.

Quais exames podem ser utilizados?

Existem diferentes métodos para o rastreamento do câncer colorretal. A escolha depende do risco individual, da disponibilidade dos exames e das condições clínicas do paciente.

Os principais métodos incluem:

  • Colonoscopia.
  • Pesquisa de sangue oculto nas fezes.
  • Teste imunoquímico fecal (FIT).

O teste imunoquímico fecal é uma modalidade de pesquisa de sangue oculto que identifica pequenas quantidades de sangue nas fezes. Quando o resultado é positivo, geralmente é necessária a realização de uma colonoscopia para investigar a origem do sangramento.

A colonoscopia é o exame mais completo porque permite visualizar diretamente o cólon e o reto, coletar biópsias e remover pólipos durante o mesmo procedimento. O intervalo entre os exames varia conforme os achados e o risco de cada paciente.

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Tratamento do Câncer Colorretal

Tratamento do Câncer Colorretal

Quando a cirurgia é indicada?

A cirurgia representa o principal tratamento com intenção curativa para a maioria dos tumores localizados do cólon e do reto. A indicação depende da localização, do estágio da doença, das condições clínicas do paciente e da possibilidade de remoção completa da lesão.

O procedimento busca retirar o segmento intestinal acometido com margens adequadas, além dos linfonodos da região. Essa análise permite avaliar a extensão da doença e contribui para definir a necessidade de tratamentos complementares.

Quais são as vias cirúrgicas?

Tratamento do Câncer Colorretal — Quais são as vias cirúrgicas?

A cirurgia para o câncer colorretal pode ser realizada por diferentes vias. A escolha considera a localização do tumor, a extensão da doença, o histórico cirúrgico do paciente e a experiência da equipe responsável.

Cirurgia laparoscópica

A cirurgia laparoscópica é realizada por pequenas incisões, com auxílio de uma câmera e instrumentos específicos. Em casos selecionados, pode proporcionar menor dor pós-operatória, menor tempo de internação e retorno mais rápido às atividades.

Cirurgia robótica

A cirurgia robótica também utiliza pequenas incisões, mas oferece visão ampliada e instrumentos articulados. Esses recursos podem favorecer movimentos precisos, especialmente em procedimentos realizados no reto e em regiões profundas da pelve.

Cirurgia aberta

A cirurgia aberta é realizada por meio de uma incisão abdominal maior. Pode ser necessária em tumores localmente avançados, situações de urgência, aderências extensas ou casos em que a abordagem minimamente invasiva não oferece segurança adequada.

Existe risco de precisar de bolsa?

Em algumas cirurgias, pode ser necessária a criação de uma ostomia, conhecida popularmente como bolsa. Nesse procedimento, uma parte do intestino é exteriorizada pela parede abdominal para permitir a eliminação das fezes.

A ostomia pode ser temporária, protegendo a região reconstruída durante a cicatrização, ou definitiva, quando não é possível restabelecer o trânsito intestinal. A necessidade depende da localização do tumor, da extensão da cirurgia e das condições clínicas do paciente.

Quando são necessárias quimioterapia e radioterapia?

A cirurgia pode ser combinada com outros tratamentos para reduzir o risco de recorrência, controlar a doença ou diminuir o tumor antes do procedimento. A estratégia varia principalmente conforme o estágio e a localização do câncer.

Quimioterapia

A quimioterapia pode ser indicada antes ou depois da cirurgia. No período pré-operatório, pode ajudar a reduzir o volume tumoral; após o procedimento, busca eliminar células microscópicas e diminuir o risco de retorno da doença.

Nos casos com metástases, a quimioterapia também pode ser utilizada para controlar a progressão do tumor. Em situações selecionadas, a resposta ao tratamento pode permitir procedimentos direcionados às lesões metastáticas.

Radioterapia

A radioterapia é utilizada principalmente nos tumores do reto, sobretudo quando estão localizados nas porções média ou inferior. Seu uso é menos frequente nos tumores do cólon.

Frequentemente associada à quimioterapia antes da cirurgia, a radioterapia pode reduzir o tumor, melhorar o controle local e aumentar a possibilidade de preservação do reto ou do esfíncter anal em casos selecionados.

A importância do diagnóstico precoce

O câncer colorretal pode ser prevenido em parte dos casos e apresenta maiores possibilidades de tratamento curativo quando identificado precocemente. Nessa fase, as intervenções costumam ser menos extensas e o risco de disseminação para outros órgãos é menor.

A colonoscopia permite detectar tumores iniciais e remover pólipos antes que evoluam para câncer. O rastreamento adequado e a investigação de sintomas persistentes aumentam as chances de diagnóstico precoce e podem reduzir a necessidade de tratamentos mais complexos.

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